Abilio traça paralelo entre Lula e Emanuel Pinheiro e projet
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, avalia que o próximo presidente herdará um país em crise financeira, comparando a gestão petista à administração de Emanue
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, avalia que o próximo presidente herdará um país em crise financeira, comparando a gestão petista à administração de Emanuel Pinheiro.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), manifestou preocupação com a situação econômica que o próximo presidente da República encontrará ao assumir o cargo em 2027. Em declarações recentes, o gestor cuiabano projetou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso saia vitorioso nas eleições de outubro, enfrentará um país com as contas públicas severamente comprometidas.
Ao ser questionado pela imprensa sobre o desempenho do presidente Lula da Silva (PT) nas pesquisas de intenção de voto, Abilio não poupou críticas. O prefeito argumentou que o Brasil carrega um passivo de dívidas de curto prazo que tornará a governabilidade um desafio, independentemente de quem vença o pleito, embora sustente que o nome do seu partido teria maior capacidade de reequilibrar o orçamento.
Para o prefeito, a diferença fundamental reside na postura política. Segundo ele, Lula, por estar em seu último mandato, estaria desobrigado de preocupações com metas fiscais ou com a reeleição, o que, na visão de Abilio, agravaria a crise. "Infelizmente, qualquer um que seja o próximo governante vai enfrentar dificuldades no início do seu mandato. Se for o Lula, a gente vai sofrer muito, muito. Se for o Flávio, a gente vai sofrer menos, mas vai ter dificuldade para qualquer um que for o próximo presidente" , afirmou.
O diagnóstico de Abilio aponta para um déficit orçamentário iminente, onde as despesas superam a arrecadação, forçando o futuro governo a realizar cortes drásticos em áreas fundamentais. A situação, segundo o prefeito, é agravada por fatores climáticos, como os impactos do fenômeno El Niño sobre o agronegócio, setor que ele considera vital para a estabilidade econômica nacional.
Em um movimento de comparação direta com a política local, o prefeito traçou um paralelo entre a atual situação do Governo Federal e o estado em que encontrou a Prefeitura de Cuiabá ao assumir o cargo em janeiro de 2025. Abilio destacou que, sob sua gestão, a capital mato-grossense caminha para um reequilíbrio, enquanto, na sua avaliação, a União estaria em uma trajetória de declínio.
O gestor foi enfático ao comparar o atual momento do governo petista com o segundo mandato do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). "Ano que vem nós teremos um ano de escassez. E eu temo pelo governo brasileiro, que, se nós estivermos na mão de um governo como o do Lula, que não vai estar mais preocupado com reeleição, é que nem o mandato 2 do Emanuel: depois que ele se reelegeu, ele abandonou a cidade e a gente se ferrou" , disparou.
Durante sua explanação, o prefeito mencionou a cifra de R$ 10 trilhões como o montante da dívida de curto prazo do Governo Federal. É importante ressaltar, contudo, que esse valor corresponde à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), conforme dados do Banco Central. O indicador engloba não apenas débitos da União, mas também compromissos financeiros de estados e municípios junto ao setor público e privado, tanto interno quanto externo.
Ao encerrar suas considerações, Abilio reforçou que a gestão petista, em sua visão, evita assumir a responsabilidade pelos problemas fiscais do país. Ele criticou o que chamou de tentativa de transferir culpas, comparando a postura do governo central com as dificuldades que enfrentou ao iniciar sua administração em Cuiabá, quando precisou lidar com o legado deixado pela gestão anterior.
Fonte: rdnews.com.br