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Adesão da Moldova à UE: Comissão Europeia acelera reformas

adesão da Moldova à UE: A Comissão Europeia realoca recursos para acompanhar o rápido avanço das reformas na Moldova. Confira agora os detalhes deste.

A adesão da Moldova à UE tornou-se um desafio logístico para a Comissão Europeia. O ritmo acelerado das reformas implementadas pelo governo de Chisinau superou a capacidade atual do departamento responsável, obrigando o bloco a realocar recursos internos para acompanhar o progresso.

Marta Kos, comissária para o Alargamento, confirmou em redes sociais ter discutido os próximos passos com o novo primeiro-ministro moldavo, Vasile Tofan. Segundo fontes da União Europeia, o departamento de alargamento enfrenta sobrecarga devido ao avanço simultâneo de diversos países candidatos, o que exige ajustes constantes na alocação de pessoal.

O avanço da adesão da Moldova à UE

Além disso, Desde a eleição da presidente Maia Sandu em 2020, a Moldova consolidou um governo pró-europeu com forte apoio parlamentar. Cristina Gherasimov, vice-primeira-ministra para a Integração Europeia, classificou as mudanças dos últimos cinco anos como sem precedentes. Ela atribui o sucesso à determinação política e ao desejo popular de aproveitar a atual janela de oportunidade europeia.

O trabalho técnico da Comissão Europeia envolve verificar a aplicação correta das reformas exigidas. Esse processo precisa ser equilibrado com a capacidade real de cada país. Enquanto isso, a Ucrânia também avança em sua agenda sob a gestão do premiê Serhii Koretskyi, embora enfrente pressões orçamentárias e os impactos diretos da guerra em seu território.

Portanto, A dinâmica política no Conselho da UE, contudo, mantém os processos de Ucrânia e Moldova interligados. Essa prática, conhecida como "coupling", visa facilitar a ratificação futura de tratados de adesão. Os principais pontos sobre essa trajetória incluem:

Início conjunto dos processos de adesão em 2022, logo após a invasão russa. Abertura simultânea das negociações em dezembro de 2023. Meta ambiciosa de concluir as negociações de adesão até o início de 2028. A ligação entre os dois países possui motivações geopolíticas estratégicas. A presença militar russa na Transnístria coloca a Moldova em uma posição vulnerável. Para a Ucrânia, a perspectiva de adesão funciona como uma âncora fundamental para afastar o país da esfera de influência russa.

Contudo, o processo ucraniano enfrentou bloqueios anteriores devido a disputas bilaterais com a Hungria. Embora o partido Tisza tenha iniciado uma reaproximação após a saída de Viktor Orbán, a retórica anti-ucraniana acumulada ainda gera atritos. A Moldova, por estar atrelada a esse cronograma, acaba sendo afetada por tais impasses políticos.

Apesar das dificuldades, a vertente técnica das reformas não precisa aguardar resoluções políticas. Especialistas da UE esperam que a conexão entre os dois países persista até a abertura de todos os grupos de negociação. Após essa etapa, o cenário pode mudar rapidamente, desde que a Moldova mantenha seu ritmo atual de reformas. Para mais informações, consulte a nossa categoria de notícias internacionais.

Fonte: pt.euronews.com