Tumba de 4.400 anos com cores originais é achada no Egito
Arqueólogos descobrem tumba de 4.400 anos em Saqqara com cores originais preservadas. Veja os detalhes desta descoberta histórica e confira agora.
Uma missão arqueológica composta por especialistas espanhóis e egípcios realizou uma descoberta notável na necrópole de Saqqara, localizada a sudoeste do Cairo. A equipe, liderada pelo egiptólogo Josep Cervelló, encontrou uma tumba de 4.400 anos que ainda preserva suas cores originais, datando do final da V dinastia do Império Antigo.
O projeto é uma colaboração entre a Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) e o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito. As escavações revelaram uma mastaba singular, que possui duas capelas funerárias distintas. O local foi erguido por Yunmen, um alto funcionário que serviu ao faraó Djedkare Isesi, para abrigar seus próprios restos mortais e os de seu pai, Iti.
Descoberta de tumba de 4.400 anos revela detalhes históricos
O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito confirmou que a estrutura está situada na área de Mariette, ao norte de Saqqara. Segundo os pesquisadores, a tumba oferece uma visão privilegiada sobre a administração e a vida social da época. Além disso, a descoberta surpreendeu os arqueólogos pela qualidade técnica e pela beleza dos elementos encontrados.
Entre os destaques da mastaba, encontram-se:
Um arquitrave de alta qualidade com textos funerários específicos. Relevos que retratam cenas de atividades agrícolas e procissões. Representações detalhadas de animais, incluindo burros. Cenas que mantiveram pigmentações originais após milênios. A equipe da UAB ressaltou que o monumento possui grande valor histórico e cultural. A disposição das capelas sugere a ascensão social de Yunmen, que, vindo de uma família de funcionários provinciais, alcançou posições de destaque na administração central egípcia. Ele escolheu compartilhar o espaço funerário com o pai como um gesto de prestígio.
A região onde a tumba foi localizada já era conhecida desde o século XIX, graças aos trabalhos de Auguste Mariette. Contudo, a área nunca havia sido estudada com o rigor científico atual. Portanto, a nova investigação busca reconstruir a topografia completa de Saqqara, tratando a necrópole como um espaço dinâmico e vivo.
Os cientistas pretendem entender como funcionava a organização do local, desde a circulação de pessoas até a realização de rituais de culto. A análise detalhada de mapas antigos permitiu que a equipe identificasse esta mastaba inédita. Além disso, foram encontrados indícios de outras duas estruturas próximas, que devem ser alvo de escavações em futuras campanhas.
Para acompanhar mais descobertas sobre o tema, acesse a nossa categoria de arqueologia ou confira as últimas notícias do portal. O trabalho contínuo da missão hispano-egípcia promete trazer novos dados sobre a arquitetura e a arte do antigo Egito.
Fonte: pt.euronews.com