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Carlo Ancelotti inicia ciclo na Seleção com empate sem

O técnico Carlo Ancelotti começou o novo ciclo da Seleção Brasileira com um empate contra a Austrália. Confira agora a análise completa do desempenho.

O técnico Carlo Ancelotti iniciou o novo ciclo da Seleção Brasileira com um desempenho que deixou a desejar. O empate por 1 a 1 contra a Austrália, em amistoso internacional, evidenciou as dificuldades da equipe em campo.

A renovação precipitada do contrato do treinador italiano antes da última Copa do Mundo coloca sobre ele a responsabilidade de todo o ciclo. Contudo, o futebol apresentado diante dos australianos não trouxe otimismo aos torcedores.

Carlo Ancelotti

O resultado poderia ter sido ainda pior. O Brasil só evitou a derrota graças a um gol marcado por Rayan nos instantes finais da partida. O desempenho coletivo, entretanto, foi considerado insuficiente para as expectativas criadas.

Enfrentar a Austrália, um adversário de pouca expressão no cenário mundial, por duas vezes consecutivas, não parece ter sido o teste ideal. O próximo desafio da equipe será contra a Índia, mantendo o nível de exigência abaixo do esperado.

O treinador tentou, mais uma vez, escalar um quarteto ofensivo de peso. A resposta em campo, porém, foi negativa. O time demonstrou uma carência clara de organização no meio-campo.

Alguns pontos de atenção foram observados durante o confronto:

O rendimento de Raphinha, que não consegue repetir na Seleção o nível de atuação que apresenta no Barcelona. A falta de um articulador central que conecte a defesa ao ataque com eficiência. A dependência excessiva de talentos individuais em detrimento de um jogo coletivo sólido. Além disso, a missão de Ancelotti é clara: potencializar jogadores que brilham em seus clubes europeus. O técnico possui quatro anos para encontrar um nome capaz de exercer a função de um maestro, similar ao que Odegaard faz na Noruega ou Pedri na Espanha.

Caso consiga encontrar esse equilíbrio, o treinador poderá finalmente desfazer o quarteto ofensivo que, atualmente, esvazia o setor de criação. Dessa forma, o time ganharia a consistência necessária para os próximos compromissos.

Embora o recomeço não tenha sido promissor, é cedo para descartar o trabalho. O tempo de preparação é longo e, no futebol, o mais importante costuma ser a forma como um ciclo termina, e não necessariamente como ele começa. Acompanhe mais informações na nossa categoria de esportes.

Fonte: ge.globo.com