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Debate da Aprosoja tem clima tenso, interrupções e troca de

O governador Otaviano Pivetta e o senador Wellington Fagundes protagonizaram embates acalorados durante debate da Aprosoja-MT, sendo advertidos pela organização

O governador Otaviano Pivetta e o senador Wellington Fagundes protagonizaram embates acalorados durante debate da Aprosoja-MT, sendo advertidos pela organização.

O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), e o senador Wellington Fagundes (PL) protagonizaram momentos de alta tensão durante o debate promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) nesta quinta-feira (20). Devido ao desvio dos temas propostos e ao uso de ataques pessoais, ambos os candidatos tiveram seus microfones cortados pela organização do evento.

O conflito ocorreu principalmente nos blocos 3, 4 e 5, que abordavam tributação, segurança pública, direito de propriedade e governança voltada ao agronegócio. No bloco final, o clima esquentou quando a organização questionou como os candidatos pretendem integrar as decisões governamentais com impacto no setor produtivo. Pivetta defendeu a continuidade de sua gestão, citando o crescimento do estado nos últimos sete anos, enquanto Wellington ironizou o slogan do adversário, argumentando que a administração não pode ser pautada por erros.

A mediação precisou intervir diversas vezes, exigindo que os postulantes ao governo respeitassem o regulamento e evitassem ofensas diretas. No bloco 4, ao serem questionados sobre a defesa do direito de propriedade, Wellington Fagundes destacou a doutrina do PL e a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato Rafael Millas (Missão) interpelou o senador, cobrando foco no tema e mencionando seu histórico de alianças com o PT. Em resposta, Wellington afirmou que as questões de regularização fundiária devem ser tratadas com harmonia entre os poderes.

Sobre o protocolo de atuação contra invasões de terras, Pivetta reiterou que seu governo mantém tolerância zero e que pretende manter essa postura caso seja reeleito. A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) sugeriu a criação de uma força-tarefa para mitigar prejuízos causados por ineficiências estatais. Já no quesito segurança nas rotas de escoamento, Maurício Coelho (Mobiliza) propôs que a Polícia Civil foque no desmantelamento financeiro de organizações criminosas, enquanto Pivetta destacou o treinamento de 900 novos policiais. Coelho rebateu, afirmando que o estado enfrenta uma crise severa com a presença de facções.

A Reforma Tributária foi outro ponto de discórdia. Maurício Coelho defendeu uma postura orientativa da Sefaz-MT, enquanto Wellington Fagundes reforçou seu voto contrário à reforma, criticando o apoio dado pelo ex-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, à proposta do governo. O debate sobre o Fethab também gerou polêmica: Wellington criticou a gestão atual pela falta de pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA) e pelo uso dos recursos do fundo, prometendo maior atenção aos pequenos produtores.

Ao ser questionado se pretende recriar ou prorrogar o Fethab 2, Pivetta afirmou que não pretende reeditar o tributo, recebendo aplausos de parte do público, que foram contidos pela organização. O governador aproveitou para defender um empréstimo de R$ 1 bilhão para financiar a construção de 60 mil casas. Rafael Millas sugeriu uma trava constitucional na Assembleia Legislativa para exigir maioria qualificada na criação de novos impostos. Pivetta encerrou suas falas criticando a burocracia no Congresso Nacional, em uma indireta a Wellington.

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Beber, ressaltou que o evento foi apartidário e pautado pela igualdade entre os candidatos, sem considerar pesquisas eleitorais para os convites. Ao final das sabatinas, os participantes receberam um documento contendo as principais demandas do setor agropecuário para o próximo mandato.

Fonte: rdnews.com.br