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Desconto nas taxas sobre combustíveis na Itália não é

O governo da Itália encerrou o desconto nas taxas sobre combustíveis. Confira agora como o país lida com a alta dos preços e as expectativas da União Europeia.

O governo italiano não renovou o desconto nas taxas sobre combustíveis. A medida impacta os preços nas bombas enquanto o país aguarda decisões da União Europeia.

Os motoristas italianos enfrentaram um cenário de preços mais elevados na última quarta-feira, 7 de outubro. O desconto nas taxas sobre combustíveis , conhecido como accisas , não foi renovado pelo governo, resultando em um aumento imediato nos valores cobrados nas bombas de gasolina e diesel.

A medida, que já havia sido reduzida gradualmente ao longo dos meses anteriores, expirou à meia-noite. O benefício estava fixado em apenas 6,1 cêntimos por litro antes de seu encerramento definitivo. O governo de Giorgia Meloni chegou a sinalizar a criação de um novo mecanismo de descontos fiscais, mas nenhum decreto oficial foi aprovado até o momento.

Impacto do fim do desconto nas taxas sobre combustíveis

A petrolífera Eni, que possui participação estatal significativa, confirmou que a ausência da prorrogação anula o teto temporário de preços que a empresa havia anunciado recentemente. A situação ocorre em um momento de instabilidade global, onde o G7 decidiu liberar 100 milhões de barris de reservas nacionais para tentar conter a alta das matérias-primas.

Enquanto a Itália busca soluções, a Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, estuda medidas conjuntas para combater a inflação energética. A expectativa agora se volta para a reunião do Conselho Europeu, agendada para os dias 15 e 16 de outubro. A primeira-ministra italiana solicitou orientações políticas claras para proteger a competitividade industrial.

Entre as propostas em discussão na Europa, destacam-se:

Ajustes no sistema de comércio de emissões (ETS) para aliviar custos industriais. Possível tributação sobre lucros extraordinários de empresas de energia. Flexibilização de prazos para declaração de emissões de gases poluentes. Por outro lado, outros países europeus têm adotado estratégias distintas para lidar com a crise energética. A França, por exemplo, implementou um auxílio direto de 100 euros para trabalhadores que dependem de veículos, além de impedir que o Estado lucre com o aumento dos impostos sobre combustíveis. Para mais detalhes sobre o cenário econômico global, consulte as últimas notícias .

Na Alemanha, o governo decidiu reduzir as taxas sobre combustíveis em 17 cêntimos por litro até o final do ano. Já a Espanha optou por uma redução escalonada do subsídio ao longo do último trimestre, visando mitigar uma inflação que atingiu 4,9%. A Bélgica e o Reino Unido também enfrentam recordes históricos de preços, mantendo mecanismos próprios de controle ou descontos temporários para amenizar o impacto no bolso dos consumidores.

Fonte: pt.euronews.com