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Entregas de bicicleta em Gaza: guerra impõe desafios aos

entregas de bicicleta: A escassez de combustível e a destruição das vias em Gaza forçaram estafetas a usar bicicletas. Confira agora os riscos e.

A escassez severa de combustível, a paralisação do transporte motorizado e a precariedade das vias na Faixa de Gaza forçaram muitos trabalhadores a adotar as entregas de bicicleta como meio de subsistência. Embora o método garanta a continuidade dos serviços, ele transformou a rotina dos estafetas, tornando os trajetos exaustivos e elevando drasticamente os custos de manutenção.

Mohamed Abu Amra, profissional da empresa “Barq”, relata que o tempo necessário para percorrer distâncias curtas triplicou. O que antes levava dez minutos de motocicleta agora exige meia hora ou mais de pedaladas. Segundo ele, a profissão hoje é definida pelo “cansaço físico, o desgaste com a manutenção e a dificuldade extrema das estradas”.

Desafios das entregas de bicicleta em meio ao conflito

Além disso, O cenário atual de destruição impõe obstáculos diários. Além do esforço físico sob condições climáticas adversas, os estafetas enfrentam a escassez de peças de reposição. Quando uma bicicleta avaria, os trabalhadores frequentemente recorrem a componentes de veículos inutilizados, em um ciclo de reparos constantes que consome boa parte do rendimento diário.

A situação financeira é crítica para muitos desses profissionais. Confira alguns pontos sobre a realidade do setor:

O ganho diário médio varia entre 50 e 60 shekels, enquanto o conserto de um pneu pode custar até 40 shekels. Cerca de 74% da rede viária de Gaza foi classificada como destruída, segundo dados do Banco Mundial e da ONU. A empresa Barq conta com mais de 50 funcionários, muitos dos quais são licenciados em busca de renda em um mercado estagnado. Portanto, A tentativa de introduzir bicicletas elétricas também encontrou barreiras. O custo do carregamento das baterias pode atingir 30 shekels, o equivalente a metade do ganho diário de um estafeta, tornando a tecnologia inacessível para a maioria. Portanto, a dependência de bicicletas convencionais permanece como a única alternativa viável.

Além dos problemas técnicos, os riscos de segurança são constantes. Em agosto de 2026, o estafeta Raed Adel Mohamed Alyan perdeu a vida em um bombardeio no bairro de Tel Al-Hawa enquanto realizava uma entrega. Relatos da empresa Hamama indicam que dezenas de seus trabalhadores morreram desde o início do conflito, evidenciando o perigo de circular entre zonas de combate.

Apesar do cenário desolador, a demanda por trabalho continua alta. Tarek Abu Zikri, proprietário da Barq, destaca que um anúncio de vagas atraiu mais de 100 candidatos em apenas 36 horas. Para esses trabalhadores, a bicicleta não é apenas um meio de transporte, mas um instrumento essencial de sobrevivência.

O setor clama por medidas que facilitem a entrada de peças de reposição na região. A manutenção da infraestrutura básica e o acesso a componentes seriam fundamentais para reduzir a vulnerabilidade dos estafetas. Para mais últimas notícias sobre o conflito e seus impactos humanitários, acompanhe nossa cobertura.

Fonte: pt.euronews.com