Falta de professores marca o início do ano letivo em
O ano letivo em Portugal começa com a falta de professores em várias regiões. Confira os detalhes sobre as medidas do governo e o novo calendário escolar.
A falta de professores volta a ser o principal desafio no início do ano letivo em Portugal. Milhares de estudantes retornam às salas de aula nesta sexta-feira, enfrentando um problema crônico que impacta especialmente as escolas da grande Lisboa e de Setúbal.
Embora mais de um milhão de alunos do pré-escolar e do ensino básico iniciem as atividades, o Ministério da Educação não possui um número exato de estudantes sem docentes. O ministro Fernando Alexandre admitiu a existência de cerca de 2.700 horários ainda por preencher.
O impacto da falta de professores nas escolas
Em entrevista recente, o ministro Fernando Alexandre classificou a escassez como um problema localizado. Segundo o governante, o déficit representa apenas 1% do total de docentes no país. Contudo, ele reconheceu que a concentração dessas vagas em regiões específicas agrava a situação.
Para mitigar esse cenário, o governo anunciou novas estratégias. Confira os principais pontos sobre o início das aulas:
Implementação de um mecanismo de colocação contínua e diária de docentes a partir de 18 de setembro. Realização de uma época especial de exames entre 3 e 8 de setembro para corrigir falhas anteriores. Alargamento da proibição de telemóveis com internet para alunos do 9º ano. Além disso, o calendário escolar sofreu alterações para o ensino secundário. As aulas para este nível começam apenas em 21 de setembro, permitindo um período maior de descanso aos docentes após as dificuldades enfrentadas na correção digital dos exames nacionais.
Outro ponto de atenção é o acesso ao ensino superior. As candidaturas para a segunda fase seguem abertas até o dia 20 de setembro, mantendo o cronograma de transição para os estudantes que buscam uma vaga nas universidades.
No que diz respeito à tecnologia, o governo expandiu a restrição ao uso de celulares. A medida, que já abrangia o 1º e 2º ciclos, agora inclui o 9º ano. O executivo justifica a decisão com base nos benefícios observados em escolas que já adotaram a restrição.
As instituições de ensino possuem um prazo de adaptação até dezembro. A proibição do uso de dispositivos com internet deverá ser aplicada de forma efetiva em todas as unidades escolares a partir de 1 de janeiro de 2027. Para mais atualizações, acompanhe a nossa categoria de educação.
Fonte: pt.euronews.com