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Flag football impulsiona inclusão feminina e marca presença

O flag football, nova modalidade olímpica, ganha destaque no Rio de Janeiro como pilar de inclusão feminina no esporte. Confira agora os detalhes.

O flag football , modalidade que fará sua estreia nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, tornou-se o centro das atenções no Rio de Janeiro. A versão do futebol americano, caracterizada pelo menor impacto físico, foi o tema central de um debate sobre a presença feminina no esporte, realizado nesta quinta-feira.

O encontro foi organizado pela NFL em parceria com a fundação "NO MORE" e a Comissão de Direito Desportivo da OAB-RJ. O evento buscou discutir como a prática esportiva pode atuar como um vetor de transformação social e liderança para mulheres em diversos setores.

O impacto do flag football na inclusão feminina

Gabriela Bankhardt, atleta da seleção brasileira e embaixadora da NFL Flag, destacou a importância da modalidade. Segundo ela, o flag football funciona como uma porta de entrada estratégica para mulheres que desejam ingressar no futebol americano.

A atleta ressaltou que a presença de embaixadoras ajuda a pavimentar caminhos para novas gerações. Muitas jovens iniciam a prática já com o sonho de representar o Brasil em competições internacionais, inspiradas por trajetórias que já foram desbravadas.

O debate contou com a participação de figuras de destaque, incluindo medalhistas olímpicas e autoridades. Entre os pontos abordados, destacaram-se:

A utilização do esporte como ferramenta de influência social e liderança. A importância de políticas de conduta pessoal e formação obrigatória contra a violência doméstica na NFL. O papel dos grandes eventos esportivos na promoção de mudanças culturais duradouras. A bicampeã olímpica de vôlei, Fabi Alvim, relembrou a importância de reconhecer as pioneiras. Ela enfatizou que, embora as gerações sejam distintas, as histórias de luta por espaço no esporte se cruzam constantemente. Confira mais conteúdos na nossa categoria de esportes.

Marissa Solis, vice-presidente sênior de marketing da NFL, reforçou o compromisso da liga. Para ela, o esporte possui uma dimensão que ultrapassa o entretenimento, sendo uma obrigação utilizar essa plataforma para debater o respeito às mulheres. Além disso, a executiva afirmou que o progresso da sociedade está diretamente ligado ao avanço feminino.

Jane Randel, fundadora da "NO MORE", pontuou que o trabalho vai além da infraestrutura dos estádios. Ela destacou a atualização das políticas internas da liga, que agora exigem formação específica sobre agressão sexual e violência doméstica para todos os envolvidos.

Por fim, a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, sublinhou que o esporte é um direito fundamental. Ela defendeu que a prática esportiva deve ser incentivada como forma de saúde, bem-estar e liberdade, sendo um esforço contínuo para garantir a ocupação de espaços pelas mulheres em todas as cidades. Veja as últimas notícias do cenário esportivo.

Fonte: ge.globo.com