Flamengo e o Boca de Riquelme: a comparação na Libertadores
Flamengo e o Boca de Riquelme: O Flamengo busca igualar o feito do Boca de Riquelme na Libertadores. Veja a análise de especialistas argentinos sobre o.
O Flamengo e o Boca de Riquelme protagonizam uma comparação inevitável no cenário continental. O clube carioca inicia nesta quinta-feira, às 21h30, a disputa por uma vaga na final da Libertadores contra o Estudiantes. Caso conquiste o título em 2026, o Rubro-Negro igualará a marca histórica do Boca Juniors do início dos anos 2000, que somou quatro troféus em um intervalo de oito anos.
A geração de Riquelme dominou a América entre 2000 e 2007, vencendo as edições de 2000, 2001, 2003 e 2007. O Flamengo, por sua vez, vive um ciclo vitorioso iniciado em 2019, com conquistas em 2019, 2022 e 2025. Além disso, o time carioca alcançou o vice-campeonato em 2021 e participou de todas as edições do torneio no período.
O Flamengo e o Boca de Riquelme: números e impacto
Em termos estatísticos, o desempenho do Flamengo desde 2019 é impressionante. Em 88 partidas, a equipe acumula 56 vitórias e 165 gols marcados. Embora tenha sofrido eliminações precoces em algumas edições, o aproveitamento ofensivo supera o do Boca no recorte histórico equivalente. Para conferir mais detalhes sobre o momento do clube, acesse a nossa categoria de futebol.
A comparação entre as duas potências pode ser observada através de critérios de pontuação por desempenho:
Boca Juniors (2000-2007): 28 pontos acumulados. Flamengo (2019-2026): 23 pontos acumulados até o momento. O título de 2026 permitiria ao Flamengo igualar a pontuação histórica do Boca. Diego Macias, subdiretor do jornal Olé, destaca a mudança de patamar do futebol brasileiro. Segundo ele, existe uma resignação entre os clubes argentinos ao enfrentarem brasileiros, especialmente o Flamengo. O jornalista aponta que o domínio do Brasil na competição é uma tendência clara e que a superação dos títulos argentinos é apenas uma questão de tempo.
Por outro lado, Catalina Sarrabayrouse, também do Olé, pondera sobre a identidade das equipes. Ela argumenta que, embora os números sejam comparáveis, o Flamengo carece de uma figura central que personifique a geração, como Riquelme fez no Boca. Para ela, a falta de um protagonista único diferencia a mística das duas equipes.
Gabi Pregal, locutor do Estádio Uno e torcedor do Estudiantes, oferece uma visão distinta. Ele reconhece a força do Flamengo, classificando-o como o principal sarrafo do continente, mas nega que exista um sentimento de temor. Para Pregal, enfrentar gigantes brasileiros é um desafio motivador que serve para medir o nível real do futebol argentino.
O Flamengo segue em busca de consolidar sua hegemonia. A partida contra o Estudiantes na Argentina é um passo crucial para alcançar o quarto título. Dessa forma, o clube tenta transformar o respeito dos adversários em um legado comparável às maiores dinastias da história da Libertadores.
Fonte: ge.globo.com