Produtora de Dark Horse: Flávio Dino levanta sigilo de
O ministro Flávio Dino levantou o sigilo de investigação sobre a produtora de Dark Horse. Confira agora os detalhes do esquema de desvio de recursos.
produtora de Dark Horse — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino , determinou o levantamento do sigilo de um vasto material compartilhado pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação tem como foco a produtora responsável pelo filme Dark Horse , uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Investigação sobre a produtora de Dark Horse
O acervo liberado soma cerca de 5.000 páginas. Esse conteúdo foi apreendido durante uma operação policial realizada em junho deste ano. A ação ocorreu após a descoberta de que Karina da Gama, dona da produtora, estaria envolvida em um contrato suspeito de R$ 100 milhões com a prefeitura paulistana, sem a devida prestação de serviços.
Além disso, Além da abertura dos documentos, Dino ordenou que os investigadores tenham acesso a relatórios financeiros solicitados à Justiça local desde maio. O ministro também determinou que todo o material bruto, incluindo aparelhos celulares, seja transferido da Polícia Civil para a Polícia Federal. Confira outras últimas notícias sobre o caso.
Os documentos sugerem que verbas da Prefeitura de São Paulo e emendas parlamentares podem ter financiado a produtora e o fundo do filme. Para justificar a medida, o ministro citou decisões recentes de seus colegas, André Mendonça e Edson Fachin, visando evitar o chamado "vazamento seletivo".
Portanto, Dino destacou que a medida busca garantir a igualdade perante a lei. Segundo ele, todos os envolvidos em situações idênticas devem receber o mesmo tratamento processual. O magistrado reforçou que a investigação aponta para um esquema complexo de desvio de recursos públicos.
O despacho do ministro menciona pontos críticos da apuração:
Fortalecimento da hipótese de desvio de emendas parlamentares federais e verbas municipais. Possíveis conexões entre a organização investigada e a facção criminosa PCC. Menções ao deputado federal Mário Frias, apontado como possível liderança na estrutura criminosa. Mário Frias, que foi o idealizador e produtor executivo do longa-metragem, aparece citado reiteradamente no itinerário delituoso. Atualmente, dois inquéritos sobre as empresas de Karina da Gama tramitam no STF. Um deles está sob relatoria de André Mendonça, enquanto o segundo é analisado por Flávio Dino.
O inquérito sob responsabilidade de Mendonça investiga pedidos de recursos feitos por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, do banco Master. Já a apuração de Dino foca em repasses ilegais de emendas parlamentares do PL para a rede de empresas ligada à obra cinematográfica.
O levantamento do sigilo pelo ministro adiciona um novo capítulo à disputa interna no Supremo. O tribunal vive um momento de tensão, com alas distintas trocando acusações sobre a manipulação política de informações processuais. Dessa forma, o material apreendido em São Paulo deve ser fundamental para o avanço das investigações em curso na Corte.
Fonte: midianews.com.br