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Júlio Campos analisa derrota na Baixada e cita 'prazo

O deputado Júlio Campos avalia sua votação na Baixada Cuiabana e aponta o esvaziamento da chapa do União Brasil como fator determinante. Confira agora.

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) avaliou recentemente sua performance nas urnas, afirmando que a população o enxergou como uma "mercadoria com prazo vencido". Com apenas 18 mil votos obtidos no último pleito, o parlamentar reconhece que sua influência política sofreu um desgaste significativo em Cuiabá e Várzea Grande.

A derrota de Júlio Campos não foi um caso isolado na região. Outros quatro deputados com base sólida na Baixada Cuiabana também não garantiram a reeleição. Esse cenário reflete uma mudança profunda no comportamento do eleitorado local.

Júlio Campos e a derrota na Baixada

O parlamentar expressou críticas contundentes à polarização ideológica que dominou a disputa. Segundo ele, as cidades de Cuiabá e Várzea Grande tornaram-se "terra de ninguém", onde candidatos sem histórico de serviços prestados à região alcançaram votações expressivas.

Confira os números que marcaram a disputa em Cuiabá e Várzea Grande:

Em Cuiabá, Lúdio Cabral (PT) liderou com 43.586 votos, seguido pelos bolsonaristas Samantha Iris (33.774) e Faissal Calil (17.141). Em Várzea Grande, Fabio Tardin (Podemos) obteve 15.723 votos, superando Lúdio Cabral (12.148) e Samantha Iris (9.986). Júlio Campos terminou o pleito como primeiro suplente do União Brasil, mesmo em uma chapa reduzida. Além disso, o deputado apontou falhas estratégicas na composição da chapa partidária. Ele responsabilizou o ex-governador e senador eleito Mauro Mendes pelo esvaziamento do grupo político. De acordo com Júlio, a transferência de aliados para outras siglas prejudicou o desempenho do União Brasil.

O parlamentar argumentou que, se a chapa não tivesse sido esvaziada, o partido teria conquistado mais cadeiras na Assembleia Legislativa. Ele citou nominalmente a saída de auxiliares e outros deputados para legendas como o Republicanos e o MDB como fatores decisivos para o resultado abaixo do esperado.

Portanto, a análise de Júlio Campos traz à tona o debate sobre a organização partidária e a força das lideranças tradicionais frente ao novo cenário eleitoral. Para acompanhar outras atualizações sobre o cenário político regional, acesse a categoria de notícias do nosso portal.

Fonte: rdnews.com.br