Alô Mato Grosso

Júlio Campos critica otimismo bolsonarista e questiona TSE

O deputado Júlio Campos pede cautela à direita e questiona a transparência do TSE. Confira agora a análise sobre o cenário eleitoral e a apuração.

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) manifestou preocupação com o clima de otimismo excessivo entre aliados da direita. Considerado um político de centro-direita e apoiador da família Bolsonaro, o parlamentar defende que o grupo precisa manter a seriedade para enfrentar o cenário eleitoral atual.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (14), o deputado destacou a necessidade de respeito à militância petista. Contudo, ele enfatizou que o trabalho de base deve ser intensificado para garantir a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

Além disso, Júlio Campos critica otimismo e questiona TSE

O parlamentar relembrou que Flávio Bolsonaro obteve 65% dos votos no estado durante o primeiro turno. Apesar do resultado expressivo, Júlio Campos alerta para o risco de uma redução na vantagem eleitoral caso a campanha adote um comportamento de "já ganhou".

Portanto, O deputado ressaltou que o PT possui um segmento eleitoral resiliente na reta final das campanhas. Segundo ele, o partido costuma consolidar votos de forma perigosa, o que exige atenção constante dos adversários para evitar surpresas desagradáveis.

"Tem muita gente nesse salto alto, mas eu quero cortar o salto, senão pode dar o que deu há quatro anos", afirmou o deputado. Ele reforça que a estratégia deve focar em ampliar a margem de votos para garantir a segurança do pleito.

Além da estratégia política, o parlamentar expressou desconfiança em relação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele criticou especificamente as falhas técnicas ocorridas durante a totalização dos votos no primeiro turno, classificando-as como "apagões".

O deputado exige maior clareza na divulgação dos resultados. Júlio Campos questiona a confiabilidade da urna eletrônica. O parlamentar cobra responsabilidade do TSE para evitar interrupções.

O TSE, por sua vez, esclareceu que as interrupções afetaram apenas a exibição dos dados. Segundo a corte, tais problemas técnicos não comprometeram a apuração nem a integridade da contagem dos votos.

O deputado, contudo, manteve suas críticas ao sistema. "Ao Tribunal Superior Eleitoral, não me venha apagar, parar a urna e depois voltar com outro resultado. Essa urna eletrônica causa espanto", declarou, embora não tenha apresentado provas de irregularidades.

Vale lembrar que a presidência atual do TSE é exercida pelo ministro Kássio Nunes Marques. O magistrado, que integra o Supremo Tribunal Federal (STF), foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no ano de 2020.

Para acompanhar mais desdobramentos sobre o cenário político, confira as últimas notícias em nossa categoria de política.

Fonte: rdnews.com.br