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Júlio Campos critica postura do PP na montagem de chapa para

O deputado Júlio Campos (União) apontou interferência do Progressistas na composição da chapa, resultando na saída de Ednei Blasius, nome forte no Nortão.

O deputado estadual Júlio Campos, filiado ao União Brasil, manifestou publicamente seu descontentamento com a condução das tratativas para a definição dos candidatos a deputado federal. Segundo o parlamentar, o Progressistas (PP) teria adotado uma postura excessivamente rígida durante as negociações, o que ele classificou como uma "forçação de barra" na estruturação da chapa.

Essa pressão exercida pela legenda aliada teria culminado na desistência ou retirada do empresário Ednei Blasius, natural de Alta Floresta. Blasius era visto internamente como um nome de peso, capaz de angariar um volume significativo de votos na região do Nortão, sendo uma peça estratégica para o fortalecimento do grupo político nas eleições.

O União Brasil e o Progressistas compõem a mesma coligação para o pleito deste ano, o que obrigou as siglas a buscarem um consenso na montagem das chapas proporcionais. Contudo, o processo tem sido marcado por atritos constantes e divergências internas sobre quais nomes deveriam ser priorizados na disputa pelas cadeiras no Congresso Nacional.

Em declaração, Júlio Campos lamentou a perda do aliado, destacando o perfil de liderança de Blasius. "Houve uma forçação de barra. Lamentavelmente, os progressistas retiraram um candidato potencialmente forte, que era do União, que era o Ednei Blasius, de Alta Floresta. Líder, presidente da Associação Estadual dos Madeireiros, que era candidato a deputado federal", pontuou o deputado.

O parlamentar relembrou que, após a saída de Blasius, o grupo tentou realizar uma substituição por Paulo José, de Rondonópolis. No entanto, a estratégia não prosperou, uma vez que Paulo José também optou por desistir da candidatura posteriormente, gerando um novo vácuo na chapa.

Para Júlio Campos, a sequência de eventos e a instabilidade nas negociações resultaram em um prejuízo político para o grupo. Ele enfatizou que a coligação desperdiçou a oportunidade de contar com um representante que possuía raízes e trânsito direto no Nortão, região considerada vital para o sucesso eleitoral da chapa.

O episódio ilustra as dificuldades enfrentadas pelas legendas na composição de alianças, onde a disputa por espaços e a influência de cada partido acabam gerando ruídos que impactam diretamente a lista final de postulantes aos cargos legislativos.

Fonte: midianews.com.br