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Lula busca apoio de religiosos e promete retirar o Rio de Ja

Em comício na zona oeste do Rio, o presidente Lula defendeu a moralização do estado, buscou votos de religiosos e reforçou alianças com candidatos locais.

Em comício na zona oeste do Rio, o presidente Lula defendeu a moralização do estado, buscou votos de religiosos e reforçou alianças com candidatos locais.

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deu início às suas atividades de campanha no Rio de Janeiro (RJ) na manhã deste sábado (22/8). O evento ocorreu no Estádio Moça Bonita, situado em Bangu, na zona oeste da capital fluminense, e foi marcado por um discurso que buscou dialogar com o eleitorado religioso e estabelecer diretrizes firmes para o enfrentamento ao crime organizado no estado.

A agenda contou com a presença de aliados estratégicos, incluindo o candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), além dos postulantes ao Senado, Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Durante sua fala, o petista recorreu diversas vezes a referências religiosas para validar suas propostas e alianças políticas.

Em um dos momentos de maior destaque, Lula afirmou que a ascensão do governador interino Ricardo Couto ao comando do estado foi uma intervenção divina. Segundo o presidente, a escolha de um nome para moralizar o Rio de Janeiro contou com uma orientação superior. Ele declarou acreditar em Deus justamente por observar acontecimentos que, a princípio, pareciam impossíveis, interpretando tais eventos como demonstrações da existência divina.

No que tange à segurança pública, o chefe do Executivo federal foi enfático ao prometer uma atuação rigorosa, porém sem recorrer a espetáculos midiáticos ou ações desmedidas. O objetivo, segundo ele, é retirar os criminosos do controle territorial. Lula defendeu que o Rio de Janeiro precisa deixar de ser pauta apenas nas páginas policiais para retomar seu protagonismo no debate político nacional.

O presidente garantiu que, caso seja reeleito, sua gestão trabalhará para devolver o território aos cidadãos fluminenses. Ele assegurou que o combate ao crime não envolverá ações pirotécnicas, mas sim prisões efetivas. O discurso reforçou a ideia de que espaços como ruas, escolas, vilas e padarias pertencem à população e não devem estar sob o domínio de facções criminosas.

Durante o ato, Lula também fez um apelo para que sua base de apoio supere divergências internas em prol do projeto político coletivo. Embora parte da militância de esquerda defenda o voto para a candidata do PSol, Mônica Benício, para o Senado, o presidente reiterou seu apoio a Pedro Paulo, nome indicado por Eduardo Paes.

Lula destacou que a confiança em Pedro Paulo é absoluta e ressaltou que o momento exige priorizar o que é mais benéfico para o Rio de Janeiro e para a governabilidade do Brasil, acima de relações de amizade pessoais. Contudo, a recepção ao candidato ao Senado foi tensa, com parte da militância petista manifestando descontentamento por meio de vaias e gritos de protesto.

Esta série de viagens reflete a estratégia da campanha presidencial, que tem priorizado estados da região Sudeste. Por concentrarem o maior volume de eleitores do país, essas unidades da federação são consideradas decisivas para o resultado do pleito. Na véspera, sexta-feira (21/8), Lula esteve em Belo Horizonte (MG) para fortalecer a candidatura de Patrus Ananias (PT-MG) ao governo mineiro.

Enquanto o petista cumpria agenda no Rio, o cenário político local também movimentou a oposição. O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, esteve na capital fluminense para participar do lançamento da campanha de Douglas Ruas (PL) ao Palácio Guanabara, em um evento realizado no Maracanãzinho.

Fonte: rdnews.com.br