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Marco Rubio em Lisboa: Protestos marcam visita oficial

Cerca de 300 pessoas protestaram em Lisboa contra a visita de Marco Rubio. Confira agora os detalhes da agenda diplomática e os motivos da manifestação.

A visita de Marco Rubio a Portugal foi recebida com protestos na tarde de quarta-feira, em Lisboa. Aproximadamente 300 manifestantes reuniram-se no Largo de São Domingos para expressar oposição à presença do chefe da diplomacia norte-americana no país.

O ato foi organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), entidade com vínculos ao Partido Comunista Português. Durante a manifestação, os participantes entoaram palavras de ordem focadas em temas geopolíticos sensíveis.

Protestos marcam a passagem de Marco Rubio por Lisboa

As reivindicações do grupo incluíram pedidos pelo fim de conflitos armados e críticas à política externa dos Estados Unidos. Entre as pautas centrais do protesto, destacaram-se:

O encerramento das hostilidades em zonas de conflito; O fim do que classificaram como genocídio do povo palestiniano; O protesto contra a agressão a Cuba. A estadia de Rubio em solo português é breve, configurando uma visita-relâmpago. O diplomata tem agendado um encontro com o primeiro-ministro Luís Montenegro ao meio-dia desta quinta-feira. Além disso, ele se reunirá com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, para uma conferência de imprensa conjunta.

Segundo informações oficiais do Departamento de Estado dos EUA, o objetivo da viagem é fortalecer a cooperação em áreas estratégicas. O governo americano busca avanços em setores como defesa, economia e tecnologia. A passagem por Lisboa integra um roteiro mais amplo que inclui outros países europeus.

Antes de chegar a Portugal, o secretário de Estado passou pela Islândia e pela Grécia. Em Atenas, a recepção foi numericamente superior, com milhares de pessoas protestando contra a presença do alto funcionário da administração Trump. Para conferir mais informações sobre o cenário internacional, acesse a nossa categoria de notícias.

O contexto da visita é marcado por tensões diplomáticas. A administração Trump demonstra frustração com a resistência de nações europeias em participar de ações contra o Irão. Paralelamente, Washington pressiona por um aumento nos investimentos militares no âmbito da NATO, enquanto reduz o apoio bilateral à Ucrânia.

Um ponto relevante da agenda envolve a indústria de defesa. Portugal planeja substituir sua frota de caças F-16 e avalia propostas de diferentes fornecedores. A disputa inclui a norte-americana Lockheed Martin, a sueca Saab e o consórcio europeu que engloba Airbus e Dassault.

No âmbito econômico, o relacionamento bilateral foi reforçado com a criação do "Fórum CEO EUA/Portugal" neste ano. Rubio já descreveu Portugal como um dos parceiros mais antigos e leais dos Estados Unidos. Essa proximidade histórica é evidenciada pela utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelas forças americanas.

Por fim, o ministro Paulo Rangel sinalizou a possibilidade de revisar o acordo sobre a base nos Açores. Contudo, o governante ressaltou que qualquer alteração no tratado só será discutida após o término do conflito em curso no Médio Oriente. Acompanhe as últimas notícias sobre os desdobramentos desta visita oficial.

Fonte: pt.euronews.com