Marina Ruy Barbosa relembra polêmica sobre não raspar o cabe
A atriz Marina Ruy Barbosa esclareceu os bastidores da decisão de não raspar o cabelo para sua personagem em Amor à Vida, citando mudanças no roteiro original.
A atriz Marina Ruy Barbosa abordou novamente um dos episódios mais comentados de sua carreira: a polêmica envolvendo a recusa em cortar o cabelo para a novela Amor à Vida , exibida pela TV Globo em 2014. Na trama escrita por Walcyr Carrasco, a personagem Nicole enfrentava um diagnóstico de câncer, o que, inicialmente, exigiria que a artista raspasse os fios.
A decisão de manter o visual gerou uma onda de críticas na época, mas Marina explicou que o desfecho da situação foi fruto de um consenso entre ela e a emissora. Segundo a atriz, o rumo da narrativa sofreu alterações significativas ao longo da exibição, o que impactou diretamente as exigências artísticas para o papel.
Em entrevista concedida ao podcast POD_i , da GloboNews, a artista detalhou os bastidores da produção. Ela destacou que, ao aceitar o convite para integrar o elenco, as diretrizes apresentadas eram distintas do que acabou sendo executado na prática.
"Quando a gente está numa obra aberta, a gente sabe que tudo pode mudar. Quando me chamaram para fazer a novela, ia ser uma coisa. Me explicaram outra coisa", afirmou Marina durante a conversa.
Conforme o relato da atriz, o desenvolvimento da trajetória de Nicole tomou um caminho diferente do planejado inicialmente. As mudanças no roteiro acabaram por alterar a profundidade da mensagem que a trama pretendia transmitir, indo além do simples entretenimento e buscando, em tese, promover uma campanha social sobre o tema.
Após diversas discussões internas com a equipe de produção e direção da emissora, chegou-se à conclusão de que a cena em que a personagem rasparia o cabelo não teria mais a justificativa necessária para ser realizada.
Marina argumentou que, diante das alterações no enredo, a sequência perderia o propósito pedagógico ou de conscientização que se esperava. "Ia ser uma coisa muito pontual e que não ia ter embasamento suficiente também de tudo isso que era previsto, de ação social, conscientização, e que ia ficar mais só pelo entretenimento", concluiu a atriz.
O caso, que na época movimentou as redes sociais e os bastidores da televisão brasileira, é revisitado pela artista como um exemplo de como as obras abertas, como as novelas, estão sujeitas a transformações constantes que impactam diretamente as decisões dos atores e da produção.
Fonte: midianews.com.br