Alô Mato Grosso

Ministério Público solicita alienação e uso de veículos de l

O MPSP requereu à Justiça a venda de quatro carros de luxo e a incorporação de outros dois à frota do GAECO, apreendidos em operação contra Deolane Bezerra.

O MPSP requereu à Justiça a venda de quatro carros de luxo e a incorporação de outros dois à frota do GAECO, apreendidos em operação contra Deolane Bezerra.

O Comitê de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo, vinculado ao Ministério Público estadual (MPSP), protocolou um pedido judicial visando a alienação de quatro veículos de alto padrão que foram confiscados durante a detenção da advogada e influenciadora Deolane Bezerra. A influenciadora é alvo de investigações que apuram crimes de lavagem de dinheiro e suposta associação com facções criminosas.

A petição, fundamentada na Lei Federal nº 9.613/1998, também pleiteia que outros dois automóveis pertencentes à investigada sejam cedidos para utilização em diligências e operações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Estima-se que o valor total de mercado dos seis veículos varie entre R$ 4,4 milhões e R$ 8,1 milhões.

A relação de bens que compõem o pedido inclui uma Mercedes-Benz AMG G63 4M, com valor de mercado entre R$ 1,5 milhão e R$ 3,5 milhões, e um Cadillac Escalade, avaliado entre R$ 1,45 milhão e R$ 2,4 milhões. Também fazem parte da lista um Land Rover Range Rover P530 AB, cotado entre R$ 992 mil e R$ 1,29 milhão, além de um Volkswagen Tiguan Allspace RL, um VW Amarok V6 Extreme e um Jeep Commander Limited T, cujos valores individuais oscilam entre R$ 140 mil e R$ 399 mil.

Deolane Bezerra foi detida no final de maio, em uma ação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP). A investigação aponta para a suposta participação da advogada em um complexo esquema de lavagem de capitais, que teria conexões com organizações criminosas que operam no estado.

Segundo as autoridades policiais, existem indícios de que a influenciadora mantinha contatos com indivíduos sob investigação por vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O inquérito sugere que ela teria atuado na movimentação financeira destinada a ocultar recursos ilícitos provenientes dessas atividades criminosas.

Um dos pontos que ganharam destaque nas apurações foi a menção ao nome de Marcola, apontado pelas forças de segurança como um dos principais líderes da facção, em elementos que indicariam um suposto envolvimento direto com a influenciadora. Tais conexões fazem parte do conjunto probatório que está sendo analisado pelo Judiciário.

Em contrapartida, a defesa de Deolane Bezerra tem refutado categoricamente todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público. Os advogados da influenciadora sustentam que ela não possui qualquer tipo de ligação com o crime organizado e que as movimentações financeiras de sua conta possuem origem lícita, prometendo provar sua inocência no decorrer do processo.

O pedido para que os veículos sejam convertidos em recursos ou ferramentas de trabalho para o Estado de São Paulo aguarda agora a decisão da Justiça, que avaliará a viabilidade jurídica da medida solicitada pelo MPSP.

Fonte: midianews.com.br