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Polêmica em Rio Verde: organizador explica por que show de Z

A divulgação de um show de Zezé Di Camargo em Goiás gerou repercussão ao substituir o número 13 por '12+1' na data do evento, levantando questionamentos polític

A divulgação de um show de Zezé Di Camargo em Goiás gerou repercussão ao substituir o número 13 por '12+1' na data do evento, levantando questionamentos políticos.

A publicidade de uma apresentação do cantor sertanejo Zezé Di Camargo na cidade de Rio Verde, em Goiás, tornou-se alvo de intensos debates nas redes sociais. O motivo da controvérsia foi a escolha da organização em substituir o numeral 13 pela expressão matemática 12+1 ao anunciar a data do evento, que está agendado para o dia 13 de novembro.

Diante da repercussão negativa e das especulações, Alcidon Neto, representante do grupo Aê Eventos e responsável pela organização do espetáculo, veio a público esclarecer a situação. Segundo ele, a decisão de não exibir o número 13 de forma direta foi uma escolha estritamente pessoal e administrativa, não possuindo qualquer vínculo ou orientação por parte do artista.

Zezé Di Camargo, por sua vez, manteve-se em silêncio e não emitiu comentários sobre o episódio ou sobre a confusão gerada pela estratégia de marketing do evento. O cantor é conhecido por seu posicionamento político, tendo declarado apoio público ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o último pleito eleitoral.

O contexto político brasileiro acaba por conferir um peso simbólico ao número 13, que é o código eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) e está diretamente associado à imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A associação entre o número e o petismo costuma ser um ponto de tensão entre apoiadores e opositores do governo.

O histórico de posicionamento do cantor também alimenta as discussões. No final do ano passado, Zezé protagonizou um momento de tensão ao criticar publicamente a emissora SBT, após a participação do presidente Lula em um evento realizado pelo canal, demonstrando sua clara divergência ideológica com a atual gestão federal.

Em sua defesa, Alcidon Neto enfatizou que a escolha pelo formato 12+1 não teve motivações políticas, reforçando que se trata de um evento privado. O organizador destacou o sucesso de vendas da apresentação, informando que a estrutura já está praticamente esgotada, com mais de 90% das mesas comercializadas para um público limitado a 2 mil pessoas.

Além disso, o empresário pontuou que o planejamento e a divulgação do show tiveram início ainda em abril deste ano, período que antecedeu a intensificação do clima eleitoral no país. Para Neto, a opção gráfica foi apenas uma decisão de design dentro de um projeto particular que já contava com grande adesão do público local.

A polêmica ilustra como, em um cenário de polarização, detalhes triviais de comunicação em eventos podem ser interpretados sob uma lente política, forçando organizadores a virem a público para desvincular escolhas estéticas de possíveis posicionamentos ideológicos.

Fonte: midianews.com.br