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Polícia Federal identifica proprietária do Tatu Bola como pe

A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro é investigada por suposta participação no núcleo financeiro de organização criminosa ligada ao tráfico internacional.

A Polícia Federal (PF) apresentou detalhes sobre a suposta atuação da empresária Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro, proprietária do restaurante Tatu Bola, localizado na Praça Popular, em Cuiabá, dentro de uma rede de tráfico internacional de entorpecentes. A investigação, conduzida no âmbito da Operação Bóreas, resultou na prisão da empresária, que posteriormente obteve a liberdade por decisão da Justiça Federal.

De acordo com os autos da 4ª Vara Criminal Federal, que fundamentaram o decreto de prisão preventiva, Thatiana teria exercido um papel estratégico no núcleo financeiro e patrimonial do grupo criminoso. A suspeita é de que ela atuasse como intermediária na ocultação da origem de capitais ilícitos, que seriam provenientes do tráfico de drogas em escala internacional.

A empresária é irmã de Márcio Rabello Mesquita Theodoro, identificado pelas autoridades como 'Pollo'. Ele é apontado como um dos pilotos responsáveis pela condução de aeronaves em voos clandestinos utilizados para o transporte de cargas de cocaína. Segundo as investigações, Thatiana teria aproveitado o vínculo familiar para facilitar a circulação e o mascaramento dos valores, dificultando o trabalho de rastreamento dos órgãos de controle.

O relatório judicial detalha que a investigada enviava ao irmão dados bancários de diversas contas, registradas tanto em nome de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas. A estratégia de utilizar uma rede pulverizada de contas de terceiros teria como objetivo fragmentar os pagamentos, tornando mais complexa a identificação do fluxo financeiro gerado pelo transporte de entorpecentes.

Além da movimentação bancária, o documento aponta que Thatiana teria participado ativamente da conversão desses valores em ativos de alto valor agregado. A análise de mensagens extraídas durante a investigação indica que a empresária teria oferecido ao irmão uma coleção de joias, incluindo peças confeccionadas em ouro e colares do tipo Riviera cravejados com diamantes, com o intuito de repassá-las a outros membros da organização.

Ainda segundo a decisão da Justiça, o uso de joias de luxo, somado à aquisição de bens imóveis, comporia a tática atribuída à empresária para lavar o dinheiro e integrá-lo ao patrimônio formal. Esse método seria fundamental para dar aparência de legalidade aos recursos obtidos por meio da atividade criminosa.

Em contrapartida, a defesa de Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro refuta veementemente qualquer envolvimento da empresária com o esquema de tráfico internacional de drogas. O advogado responsável pelo caso classificou a prisão como infundada.

Segundo a defesa, a medida cautelar baseou-se em diálogos ocorridos há dois anos, sendo que um deles, citado pela Polícia Federal, teria ocorrido em 2024. O defensor afirmou ter analisado as duas mil páginas do processo e sustentou que as conversas entre os irmãos eram de natureza comum, ressaltando que, no momento dos diálogos, o irmão da empresária estava em liberdade. Para o advogado, a prisão preventiva foi uma medida absurda e desproporcional ao contexto apresentado.

Fonte: rdnews.com.br