Quatro homens são sentenciados em Sorriso por homicídio e oc
Tribunal do Júri em Sorriso condena quatro réus a penas que somam 110 anos de prisão pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, ocorrido em janeiro de 2024.
O Tribunal do Júri da comarca de Sorriso proferiu, nesta semana, a sentença condenatória contra Alison Antônio Silva Vieira, Max Matos de Sousa, Eduardo Vieira da Conceição e Willian da Silva Soares. O grupo foi julgado pelo assassinato de Maurício dos Santos Silva de Araújo, crime registrado em janeiro de 2024.
Os quatro réus foram considerados culpados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Adicionalmente, Alison, Max e Eduardo também receberam condenações por participação em organização criminosa. Somadas, as penas impostas aos envolvidos totalizam 110 anos de reclusão.
Conforme o inquérito policial e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a motivação do crime estaria ligada a uma disputa entre facções criminosas. A vítima foi alvo dos agressores após estes interpretarem uma tatuagem no peito de Maurício como um suposto vínculo com um grupo rival.
A dinâmica do crime teve início quando Max, Willian e um adolescente abordaram Maurício e o levaram à força para uma quitinete. No local, a vítima foi imobilizada, amarrada e submetida a interrogatórios e agressões físicas. Eduardo Vieira da Conceição juntou-se ao grupo posteriormente, participando das sessões de tortura e questionamentos sobre a facção.
Na sequência, o jovem foi conduzido a um terreno baldio. Lá, Alison Antônio Silva Vieira integrou o grupo e chegou a realizar uma chamada de vídeo com outros membros da organização criminosa para continuar o interrogatório. Durante o processo, a vítima foi golpeada na cabeça com um pedaço de madeira até falecer.
O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi traumatismo craniano, decorrente de ação contundente. Após o homicídio, os criminosos transportaram o corpo até o rio Lira, em Sorriso, onde o descartaram na tentativa de ocultar o cadáver. O corpo foi encontrado na manhã seguinte, preso a galhadas, ainda com as mãos e pés amarrados e a boca amordaçada.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente as qualificadoras apontadas pela acusação. O homicídio foi considerado cometido por motivo torpe — devido à rivalidade entre facções —, com emprego de meio cruel, dada a sequência de agressões e interrogatórios, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava subjugada e amarrada.
Além das qualificadoras do homicídio, os jurados reconheceram a materialidade dos crimes de ocultação de cadáver e corrupção de menores, visto que um adolescente participou ativamente da execução do plano criminoso.
Ao final do julgamento, as penas foram individualizadas. Alison Antônio Silva Vieira recebeu a maior sentença, totalizando 36 anos de prisão. Max Matos de Sousa e Eduardo Vieira da Conceição foram condenados, cada um, a 25 anos e 10 meses de reclusão. Por fim, Willian da Silva Soares foi sentenciado a 22 anos e quatro meses de prisão.
Fonte: sonoticias.com.br