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Reeleição de Gianni Infantino ganha apoio da Confederação

O presidente da Confederação Asiática de Futebol declarou apoio à reeleição de Gianni Infantino na Fifa. Confira agora os detalhes do cenário eleitoral.

A reeleição de Gianni Infantino na presidência da Fifa recebeu um impulso estratégico importante nesta semana. Durante um congresso extraordinário realizado em Tóquio, o sheik Salman bin Ibrahim Al-Khalifa, que lidera a Confederação Asiática de Futebol (AFC), oficializou o respaldo da entidade ao atual mandatário.

Este movimento marca uma mudança significativa de postura da AFC. Há cerca de dois meses, a confederação asiática havia se posicionado contra a gestão de Infantino, motivada principalmente pela revelação de um plano controverso para a criação de uma empresa de capital privado voltada à gestão de competições.

Apoio à reeleição de Gianni Infantino é reafirmado

Além disso, O sheik Salman destacou que, apesar de divergências pontuais ocorridas no passado, a prioridade atual é a união em torno de uma visão compartilhada. "Reafirmamos nosso total compromisso em apoiá-lo e à sua liderança enquanto busca um novo mandato", afirmou o dirigente durante o evento na capital japonesa.

É importante notar que o próprio Salman também busca a renovação de seu cargo, pleiteando um quarto mandato à frente da AFC. Em uma troca de apoios, o presidente da Fifa manifestou publicamente seu respaldo à continuidade do sheik na liderança do futebol asiático.

Portanto, O cenário político da entidade máxima do futebol mundial tem sido marcado por tensões recentes. Em agosto, a AFC chegou a integrar um grupo crítico à gestão de Infantino, ao lado da Uefa e da Concacaf. Na ocasião, essas confederações divulgaram uma nota conjunta enfatizando que o futebol deve servir ao esporte, e não ser controlado por um único indivíduo.

A crise institucional foi desencadeada pelo projeto da "Fifa Forward Enterprise" (FFE), que previa a venda de ações de uma subsidiária para arrecadar cerca de 4,2 bilhões de dólares. A proposta gerou forte resistência, incluindo ameaças de boicote por parte da Uefa, forçando Infantino a desistir da ideia.

Confira os pontos principais sobre o atual momento eleitoral da Fifa:

Gianni Infantino busca seu quarto mandato, que se estenderia até 2031. As candidaturas para o pleito de março do próximo ano podem ser registradas até o dia 18 de novembro. Até o momento, o atual presidente permanece como o único nome na disputa eleitoral. Cada uma das 211 federações nacionais filiadas possui direito a voto no processo. Embora a Uefa e a Concacaf tenham mantido distanciamento após o episódio da FFE, outros blocos regionais seguem alinhados ao projeto atual. A Confederação Africana de Futebol (CAF) mantém seu apoio declarado, enquanto a Conmebol, apesar de ter criticado a proposta da empresa, posicionou-se contra o afastamento do dirigente.

Para acompanhar mais desdobramentos sobre a política do futebol mundial, acesse a nossa categoria de esportes. O processo eleitoral segue em ritmo acelerado, com as federações definindo seus posicionamentos antes do prazo final de novembro.

Fonte: ge.globo.com