Reitora da UFMT reage a Abilio e defende pluralidade da
A reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, repudia falas de Abilio Brunini e aciona a Procuradoria. Confira os detalhes desta polêmica agora.
A reitora da UFMT , Marluce Souza e Silva, manifestou um posicionamento firme contra as recentes declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). O gestor municipal, acompanhado por outros políticos da direita mato-grossense, utilizou termos pejorativos para se referir a estudantes e docentes de instituições públicas após manifestações políticas.
A administração da universidade encara as falas como uma forma de estigmatização da juventude e do ambiente acadêmico. Diante da gravidade das acusações, a reitoria confirmou que o caso já está sob análise da Procuradoria-Geral Federal junto à instituição. O órgão deverá avaliar as providências jurídicas cabíveis para responder aos ataques.
reitora da UFMT
Em nota oficial, Marluce Souza e Silva destacou que a UFMT atua como um espaço plural de educação e construção do pensamento crítico. Segundo a reitora, a universidade acolhe diversos posicionamentos ideológicos e políticos, sendo fundamental para o desenvolvimento da sociedade mato-grossense.
A gestora enfatizou que o combate às drogas exige políticas públicas responsáveis, longe de generalizações ou preconceitos. "Combater as drogas não significa combater os jovens", afirmou a reitora, refutando a associação direta entre a comunidade acadêmica e o consumo de entorpecentes.
O atrito político intensificou-se após o prefeito Abilio Brunini ironizar atos organizados por universitários em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante um evento de lançamento de comitê político, o prefeito disparou críticas severas contra os participantes:
Associou estudantes ao consumo de substâncias ilícitas como maconha e cocaína; Criticou o uso de vestimentas com símbolos ideológicos, como a imagem de Che Guevara; Classificou o ambiente das universidades públicas como um local de "porcaria". Além do prefeito, outros nomes da política local também endossaram críticas similares aos movimentos estudantis. Entre eles, destacam-se o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e o vereador Rafael Ranalli (PL), que também se posicionaram contra as manifestações ocorridas no campus.
A gestão da universidade reafirmou seu respeito às autoridades constituídas e declarou estar aberta ao diálogo institucional. Contudo, a reitora reforçou que não tolerará ataques que desqualifiquem a missão da educação pública. A instituição busca, portanto, preservar sua imagem e a integridade de seus alunos e professores.
Para acompanhar mais desdobramentos sobre este caso e outras últimas notícias da região, continue acompanhando nossa cobertura. A universidade mantém sua postura de defesa da autonomia universitária e do respeito mútuo no debate público.
Fonte: rdnews.com.br