Rússia expulsa diplomatas húngaros em meio à mudança na
A Rússia expulsa diplomatas húngaros após Budapeste romper com a era Orbán. Entenda os motivos da crise diplomática e as novas diretrizes. Confira agora.
Rússia expulsa diplomatas húngaros — A Rússia expulsou diplomatas húngaros nesta quinta-feira, intensificando uma crise diplomática sem precedentes entre os dois países. A medida ocorre após o governo da Hungria ter ordenado, no mês passado, a saída de dez diplomatas russos de seu território. O movimento marca um afastamento claro da política adotada pelo antigo primeiro-ministro Viktor Orbán, que mantinha laços estreitos com Moscou.
O encarregado de negócios húngaro, Gábor Gergics, recebeu a notificação oficial no Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. Os funcionários da embaixada em Moscou e dos consulados em São Petersburgo e Kazan possuem um prazo de duas semanas para deixar o país. O Kremlin classificou a decisão inicial de Budapeste, tomada em 8 de setembro, como um ato “infundado e abertamente hostil”.
Rússia expulsa diplomatas húngaros e altera relações
Apesar da retaliação, o governo húngaro declarou que não deseja uma escalada nas tensões. Em comunicado oficial na plataforma X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Hungria reafirmou que a decisão original foi motivada por questões de segurança nacional. A pasta garantiu que as missões diplomáticas continuarão operando normalmente.
A atual ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Orbán, justificou a expulsão inicial dos russos alegando atividades incompatíveis com a Convenção de Viena. A mudança na postura de Budapeste reflete uma nova diretriz política sob a gestão do primeiro-ministro Péter Magyar, que assumiu o cargo no início deste ano. Confira mais detalhes na nossa categoria de notícias internacionais.
As mudanças na política externa húngara incluem:
Classificação oficial da Rússia como uma ameaça à Hungria e à ordem global. Condenação explícita à guerra em curso na Ucrânia. Reafirmação do apoio à soberania ucraniana e ao direito de autodefesa. Além disso, o governo Magyar busca melhorar as relações com Kiev. Contudo, Budapeste ainda impõe bloqueios a novos grupos de negociação para a adesão da Ucrânia à União Europeia, exigindo concessões sobre os direitos da minoria húngara no país vizinho. A estratégia difere drasticamente da gestão anterior.
Viktor Orbán, que governou por 16 anos até ser derrotado nas eleições de abril, recusou-se a expulsar diplomatas russos após a invasão da Ucrânia em 2022. Ele utilizou repetidamente o poder de veto no Conselho Europeu para travar iniciativas de apoio a Kiev, mantendo uma postura de simpatia ao Kremlin. Portanto, a atual administração sinaliza uma ruptura significativa.
Embora o atual premiê prometa manter relações “pragmáticas” com Moscou, a realidade diplomática aponta para um distanciamento crescente. Acompanhe as últimas notícias sobre este cenário geopolítico em constante transformação. A Hungria, agora, busca alinhar-se mais estreitamente aos interesses e valores do bloco europeu.
Fonte: pt.euronews.com