Queda de aeronave em MT: segunda vítima é identificada
A Polícia confirmou a identidade da segunda vítima da queda de aeronave em MT. Confira os detalhes da investigação sobre o voo clandestino.
A queda de aeronave em MT , ocorrida no dia 10 de setembro em Água Boa, teve a identificação da segunda vítima confirmada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O paraguaio Luiz Alberto Martinez, de 44 anos, estava a bordo do avião que vitimou três pessoas no total.
Anteriormente, as autoridades já haviam identificado o empresário Vanderlei Sattler, de 65 anos, como um dos mortos no acidente. Natural de Montenegro, no Rio Grande do Sul, Sattler era proprietário da aeronave e atuava como sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. A terceira vítima, também de nacionalidade paraguaia, segue aguardando confirmação oficial da identidade.
A Polícia Civil investiga a suspeita de que o Cessna 402 estivesse envolvido em uma operação clandestina de tráfico internacional de drogas. Segundo o delegado Carlos Alberto Silva, a aeronave partiu de Goiânia (GO) com destino provável à Venezuela. Informações repassadas por familiares de um dos ocupantes reforçaram essa hipótese.
Investigações sobre a queda de aeronave em MT
As autoridades policiais analisam imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque dos passageiros. O delegado ressaltou que o avião decolou sem autorização, plano de voo aprovado ou documentação regular. Além disso, o histórico da aeronave levanta diversos questionamentos sobre sua procedência.
O avião foi apreendido pela Polícia Federal em 2017 com 67 quilos de cocaína. A aeronave foi arrematada em um leilão judicial há cerca de quatro meses. O comprador foi alertado que o veículo não possuía autorização para voar no Brasil. O delegado Carlos Alberto Silva destacou que o valor pago pelo avião foi expressivo, considerando a situação financeira do comprador. Parte do pagamento teria sido efetuada em espécie, acompanhada da entrega de um veículo de alto valor. Curiosamente, esse automóvel já esteve registrado em nome de um indivíduo investigado por tráfico internacional de entorpecentes.
Portanto, a retirada do avião de Goiânia sem qualquer respaldo legal é vista pela polícia como um forte indício de atividade ilícita. A investigação continua para reconstituir o trajeto completo do grupo e esclarecer as circunstâncias da operação. Para acompanhar mais atualizações sobre este caso, acesse a nossa categoria de notícias.
A perícia técnica apontou que a aeronave não realizou um pouso de emergência, mas colidiu com o solo de forma violenta. A Força Aérea Brasileira (FAB) descartou a investigação do acidente, deixando a cargo da Polícia Civil a apuração dos fatos criminais relacionados ao voo clandestino.
Fonte: midianews.com.br