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Profissional que a indústria procura: IA e autoconhecimento

Descubra como a inteligência artificial e o autoconhecimento estão mudando o perfil do profissional que a indústria procura. Confira agora as tendências.

profissional que a indústria procura — A evolução constante do mercado de trabalho e as novas exigências da agroindústria em Mato Grosso impõem uma adaptação acelerada das instituições de ensino. Segundo Ana Cristina Caldart, pró-reitora do UniSenai, o sucesso profissional na atualidade depende da intersecção entre estudo contínuo, autoconhecimento e uma curiosidade intelectual aguçada.

Em entrevista, a gestora detalha como o Centro Universitário do Senai tem ajustado sua grade curricular para atender às demandas específicas do setor industrial. A instituição foca em áreas estratégicas, evitando cursos generalistas para se dedicar à formação técnica de alta performance exigida pelo agronegócio e pela indústria regional.

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Além disso, O UniSenai mantém atualmente 16 cursos voltados para a vocação industrial. Entre as graduações oferecidas, destacam-se áreas fundamentais para a modernização do setor, como:

Engenharia de Software e de Produção; Automação Industrial e Controle; Gestão do Agronegócio e de Recursos Humanos; Ciência de Dados e Inteligência Artificial (novidade para o próximo ano). Sobre a ascensão da inteligência artificial, Caldart enfatiza que a tecnologia é apenas uma ferramenta. Ela argumenta que o uso eficiente da IA exige discernimento crítico e conhecimento técnico prévio, pois não basta apenas realizar comandos básicos sem compreender a lógica por trás da construção do conhecimento.

Portanto, A pró-reitora critica métodos de ensino obsoletos, como aulas expositivas longas que não engajam o estudante. Ela defende que educadores e profissionais precisam integrar a tecnologia em suas rotinas, mantendo-se sempre atentos às transformações globais, como ocorreu durante a transição forçada para o trabalho remoto na pandemia.

Além da competência técnica, a especialista destaca duas habilidades comportamentais essenciais para o trabalhador moderno:

Autoconhecimento: identificar aptidões e limitações pessoais para escolher carreiras compatíveis. Autorresponsabilidade: assumir o protagonismo na própria formação e no desenvolvimento de carreira. Ao abordar a escassez de mão de obra qualificada, Caldart contesta o discurso de que não há profissionais disponíveis. Dados do Observatório da Indústria apontam que milhares de vagas permanecem abertas, sugerindo que o problema reside na falta de alinhamento entre a formação acadêmica e a necessidade prática das empresas.

Como solução, a pró-reitora sugere a adoção do modelo de ensino dual, inspirado em experiências observadas na Alemanha. Nesse sistema, o empresário investe diretamente na formação do talento, que divide seu tempo entre a prática na indústria e o aprendizado teórico na instituição de ensino, garantindo uma qualificação sob medida.

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Fonte: rdnews.com.br