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easyJet em Portugal: Tripulantes marcam greves em outubro e

Tripulantes da easyJet em Portugal convocam greves para outubro e dezembro. Confira os impactos nos voos e os motivos da paralisação dos trabalhadores.

Os tripulantes de cabine da easyJet em Portugal confirmaram a realização de duas greves distintas, com impactos previstos para os meses de outubro e dezembro. A paralisação afetará diretamente as operações da companhia aérea nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, gerando preocupações sobre a regularidade dos voos.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) organizou a mobilização após uma assembleia-geral de emergência. Durante o encontro, os 188 associados presentes votaram por unanimidade a favor da medida de força. Segundo o sindicato, a decisão reflete o esgotamento de tentativas de negociação com a empresa.

Impacto das greves da easyJet em Portugal

A primeira fase da greve ocorrerá entre os dias 2 e 6 de outubro. De acordo com estimativas sindicais, cerca de 500 voos programados poderão sofrer alterações ou cancelamentos. Além disso, o período coincide com o feriado da Implantação da República, o que deve elevar o fluxo de passageiros.

A segunda etapa do protesto está agendada para os dias 19, 20, 21, 22 e 23 de dezembro. Este intervalo é considerado crítico, pois antecede as festividades natalinas, época de alta demanda no setor aéreo. Para mais detalhes sobre o setor, acompanhe as últimas notícias .

Os trabalhadores apontam uma série de reivindicações não atendidas pela companhia. Entre os pontos de conflito, destacam-se:

Alterações constantes nas escalas de trabalho; Incumprimento do acordo coletivo de trabalho vigente; Disparidades salariais em comparação com outras bases da rede; Pressão excessiva para a realização de horas extras. O SNPVAC denuncia que a remuneração dos tripulantes portugueses está abaixo dos padrões praticados pela própria empresa em outros países. O sindicato afirma que os salários não acompanham o custo de vida local, gerando um clima de insatisfação generalizada entre os profissionais.

Outro ponto grave levantado pelo sindicato refere-se à gestão da crise. A estrutura sindical acusa a easyJet de substituir tripulantes grevistas por elementos das chefias ou funcionários de outras bases internacionais. Segundo o SNPVAC, essa prática visa esvaziar o direito constitucional à greve.

Portanto, o impasse permanece sem uma solução clara. O sindicato sustenta que a empresa demonstra uma postura de prolongar indefinidamente os conflitos laborais. Enquanto não houver um acordo, os passageiros que possuem viagens marcadas para as datas mencionadas devem monitorar o status de seus voos.

Fonte: pt.euronews.com