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União Europeia prepara reação a ataques híbridos russos após

Ursula von der Leyen e Mark Rutte discutirão medidas contra a Rússia após sabotagens com drones na Alemanha e incursões aéreas em outros países europeus.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou total solidariedade à Alemanha depois que autoridades de Berlim atribuíram formalmente à Rússia a responsabilidade por um incidente de grande repercussão envolvendo drones. O caso, que gerou forte reação diplomática, foi o tema central de uma coletiva de imprensa realizada na última segunda-feira.

Von der Leyen informou que utilizará a reunião agendada para esta quarta-feira com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, para debater a situação. A expectativa é que os ministros das Relações Exteriores da União Europeia comecem a articular a implementação de sanções adicionais contra Moscou em um próximo encontro.

Em comunicado oficial divulgado na rede social X, a presidente da Comissão sublinhou que a UE permanecerá unida diante de atos que classificou como graves e em escalada. Segundo ela, o governo alemão adotou medidas firmes e a mensagem enviada é clara: os ataques híbridos não ficarão sem uma resposta inequívoca.

Paula Pinho, porta-voz da Comissão Europeia, confirmou que o encontro bilateral foi convocado em caráter de urgência. A reunião visa, além de tratar do incidente específico, fortalecer a cooperação estratégica em defesa entre o bloco europeu e a aliança militar transatlântica. Fontes da OTAN indicaram que o foco principal será a coordenação diante de ameaças híbridas.

Mark Rutte também se manifestou, reiterando a solidariedade da OTAN com Berlim e afirmando que as evidências sobre a responsabilidade russa são irrefutáveis. O secretário-geral assegurou que a organização continuará a reforçar a capacidade de dissuasão e defesa de todos os seus membros contra ações maliciosas, citando explicitamente os episódios ocorridos em Leipzig.

O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, detalhou que os métodos utilizados na sabotagem com drones em agosto são conhecidos de outras operações russas conduzidas no contexto da guerra contra a Ucrânia. Como consequência, a Alemanha ordenou o fechamento do consulado russo em Bonn e da Casa da Rússia em Berlim.

O ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, classificou as ações russas como parte de uma longa série de tentativas de desestabilização, que incluem desinformação, sabotagem e agressão direta contra a Europa. O incidente em Leipzig envolveu drones encontrados na zona de segurança do aeroporto, um dos quais colidiu com uma aeronave de carga ucraniana, impedindo sua aterragem.

Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia rejeitou as acusações europeias, argumentando que as conclusões foram precipitadas e divulgadas antes mesmo da conclusão das investigações oficiais.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, alertou que a Rússia tem intensificado incidentes híbridos de caráter cinético com o objetivo de minar o apoio ocidental à Ucrânia. Kallas admitiu que os riscos estão em ascensão e que as medidas atuais de contenção ainda são insuficientes.

Durante uma reunião em Wicklow, na Irlanda, a ministra das Relações Exteriores irlandesa, Helen McEntee, destacou que o apoio a Kiev permanece como prioridade. Ela alertou para a materialização de ameaças recentes, citando incursões em espaços aéreos e territórios da Romênia, Letônia e Estônia, além da Alemanha.

Na última terça-feira, a Romênia e a Estônia reportaram incursões de drones, enquanto artefatos explosivos improvisados foram localizados próximos a uma central elétrica a carvão em solo alemão. O ministro da Defesa estônio, Hanno Pevkur, enfatizou que a Europa deve manter a calma, mas estar preparada para o fato de que a Rússia continuará testando os limites da segurança continental.

Fonte: pt.euronews.com