Zidane faz testes na França e busca novo estilo de jogo
A França venceu a Bélgica por 1 a 0 na Liga das Nações. Confira agora como Zidane faz testes na França para reduzir a dependência do talento individual.
Zidane faz testes na França — A França viajou até o Stade Roi Baudoin, na última segunda-feira (28), para enfrentar a Bélgica em duelo válido pela Liga das Nações. Sob o comando de Zinedine Zidane, a equipe francesa garantiu uma vitória magra por 1 a 0, repetindo o placar do confronto anterior contra a Turquia. O gol decisivo foi marcado por Michael Olise, que saiu do banco de reservas para definir o resultado.
O treinador optou por iniciar a partida com uma escalação alternativa, promovendo testes importantes no elenco. O objetivo principal era ajustar o estilo de jogo da seleção, que enfrentou dificuldades em manter a posse de bola contra defesas fechadas durante a última Copa do Mundo. Zidane busca alternativas para um time que, historicamente, rende mais em campo aberto.
Zidane faz testes na França e busca novo estilo
A ausência de Kylian Mbappé, lesionado, e a preservação de Ousmane Dembélé forçaram o técnico a redesenhar o meio-campo. O setor foi composto por Lucas Da Cunha, Eduardo Camavinga e Maghnes Akliouche. Esse trio, caracterizado pela leveza e habilidade técnica, tentou imprimir uma dinâmica diferente à equipe.
Além disso, a estrutura ofensiva apresentou variações táticas interessantes:
Maghnes Akliouche atuou de forma flutuante, alternando entre a função de camisa 10 e a de falso nove. Esteban Lepaul foi utilizado como a referência central, oferecendo um perfil menos móvel que Mbappé. Desiré Doué e Bradley Barcola alternaram pelos lados do campo, buscando criar superioridade numérica. Apesar da maior posse de bola e do controle territorial, a França encontrou dificuldades para converter esse domínio em chances claras de gol. O time finalizou mais vezes e rondou a área belga com frequência, mas a falta de agressividade no terço final foi evidente. A defesa francesa, por outro lado, teve uma noite tranquila.
O lance de maior perigo da partida veio de um esforço individual de Desiré Doué. O jogador, que foi um dos destaques do confronto, superou três marcadores em um curto espaço, quase anotando um golaço. Fora esse momento de genialidade, a criação ofensiva dos Bleus deixou a desejar, evidenciando que o coletivo ainda precisa de ajustes.
A Bélgica, por sua vez, passou a maior parte do tempo focada em se defender. A equipe belga pouco ameaçou, mas teve uma oportunidade de ouro após os 70 minutos. Em um contra-ataque rápido, Dodi Lukebakio ficou cara a cara com Mike Maignan, mas parou na intervenção do goleiro francês. Confira mais detalhes sobre o futebol europeu na nossa categoria de esportes.
O gol de Michael Olise, já perto dos acréscimos, sintetizou a atual fase da equipe. O tento surgiu de uma jogada individual, com o atleta driblando diversos defensores antes de finalizar com precisão. O resultado traz respostas positivas sobre o elenco, mas mantém dúvidas sobre a fluidez do sistema tático proposto por Zidane.
A agenda da seleção francesa segue intensa nos próximos dias. Na sexta-feira (2), a equipe recebe a Itália em um clássico de gigantes, às 15h45 (horário de Brasília). Posteriormente, na segunda-feira (5), os franceses reencontram a Bélgica em solo francês. Antes desse novo duelo, os belgas ainda enfrentam a Turquia nesta sexta-feira.
Fonte: trivela.com.br